Há 20(vinte) anos atrás, conheci e me apaixonei por uma criança de apenas 1mes de vida e já tão sofrida; eu o levava pra casa aos finais de semana, tratava-lhe como a um irmão.
Fizemos isso durante alguns meses, mas sua mãe desapareceu e perdi infelizmente o contato com a criança. Criança que a cada dia que eu a via era mais linda e querida.
São vinte anos de separação, agora sou casada, apenas sobrinhos alegram-me a vida, pois não tenho filhos. Quando ouço sua voz ao telefone, apesar de ser relativamente nova pra ser sua mãe, sinto uma paz encher-me o coração. Parece que ouço a voz de meu filho, como quando converso e abraço meu afilhado de 4 anos que o tenho como meu filho.
Mal posso esperar pra olhar em seus olhos, sentir seu abraço, ouvir a história perdida de sua vida... Deus o está me devolvendo de presente, espero nunca mais perde-lo de vista, tenho medo de minha reação, não sei como vou me sair,mas sei que será uma boa sensação...
Como será hoje meu molequinho após tornar-se um homem?
Fizemos isso durante alguns meses, mas sua mãe desapareceu e perdi infelizmente o contato com a criança. Criança que a cada dia que eu a via era mais linda e querida. Um molequinho franzino, louro de olhos castanhos; que aos nossos cuidados foi-se tornando mais forte com o passar dos dias e mais amado por todos.
Anos passaram-se e eu jamais o esqueci, as vezes, eu via crianças nas ruas, no colo de seus pais e lembrava dele. Há 4 anos nasceu meu afilhado.
Um garoto lindo e forte, nasceu com uns probleminhas já resolvidos mas a cada dia que passava eu o olhava e imaginava como seria meu molequinho nessa idade, como ele estaria agora?
Pasmem vocês, hoje meu molequinho está com 20(vinte) anos de idade e novamente retomamos contato, por telefone apenas, mas sei onde o mesmo mora agora. Meu coração ao saber de seu retorno acelerou, senti um frio correr-me dos pés a cabeça, uma náusea ligeira e singela parou meus pensamentos. Meu molequinho retornou. O que fazer?
Por dias não parei de pensar no que fazer,mas queria falar com ele, ouvir sua voz, saber que ele tem vontade de me conhecer. Felizmente, quer me conhecer, já que faz tantos anos, e ele tão franzino e bebê indefeso não lembrara de mim.
Como será hoje meu molequinho após tornar-se um homem?
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